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ILHA DO CORVO
ILHA DAS FLORES
ILHA DO FAIAL
ILHA DO PICO
ILHA DE SÃO JORGE
ILHA GRACIOSA
ILHA TERCEIRA
ILHA SÂO MIGUEL
ILHA SANTA MARIA
ILHA DO CORVO ILHA DAS FLORES ILHA DO FAIAL ILHA DO PICO ILHA DE SÃO JORGE ILHA GRACIOSA ILHA TERCEIRA ILHA SÂO MIGUEL ILHA SANTA MARIA
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HORA DO OFÍCIO

Hora do Ofício é um projeto formativo do Centro Regional de Apoio ao Artesanato que visa essencialmente promover e incentivar a transmissão do saber-fazer das atividades artesanais tradicionais dos Açores e ao mesmo tempo fomentar a inovação e criatividade na produção artesanal.

Face à necessidade de proteger e manter vivas algumas atividades e técnicas tradicionais, que atualmente se encontram em risco de desaparecer, este projeto confia e apoia os mais talentosos e hábeis artesãos para dar formação a uma nova geração que, por sua vez, dará continuidade ao legado cultural e que se quer dotada de conhecimentos, de capacidade empreendedora, de espírito associativo e de aptidão pedagógica.

Neste contexto a hora do ofício abrange a realização de ações de formação em todo o arquipélago em áreas artesanais que valorizam as matérias-primas existentes em cada ilha, de entre as quais se destacam as flores em escama de peixe, cestaria em vimes, chapéus de palha, miolo de figueira, bordados, rendas, bonecas de folha de milho, tecelagem, cerâmica, entre muitas outras.

Perante a necessária inovação e qualidade do produto artesanal, de forma a torná-lo mais contemporâneo e competitivo no mercado, este projeto formativo também inclui formações transversais nas áreas de marketing, orientação criativa e web.

A revitalização de alguns ofícios tradicionais, a qualificação dos nossos artesãos e a consequente qualidade dos seus produtos são pilares que fortalecem a dignificação e valorização do setor artesanal que se considera crucial não só do ponto de vista da cultura e do património, mas também da economia e do emprego na região.

 

2016:

Formação de Rendas Típicas

com Maria Lucília Goulart
25 de Outubro a 14 de Dezembro
Pós-Laboral - 2ª e 4ª Feira 
Local: Casa do Povo da Criação Velha
Ilha do Pico

As rendas fazem parte de um património cultural, múltiplo de técnicas, produções, modas e imagens, mas o futuro que se lhes adivinha parece pouco promissor. É imprescindível uma efetiva tomada de consciência da importância desta herança cultural, havendo uma necessidade premente das camadas mais jovens aprenderem e darem continuidade a este ofício, tão arraigado na ilha do Pico e do Faial.

As rendas típicas destas ilhas do grupo central, delicadas e perfeitas, também designadas por croché de arte, constituem o resultado da manipulação de um fio de algodão, para elaboração de um tecido, apenas com uma agulha ou farpa. Farpas finas de cabo muitas vezes de osso de cachalote feito por hábeis artesãos locais.

Workshop de Folha de Milho

com Adelaide Costa
14 a 22 de Outubro
Pós-Laboral
Local: Ribeira Chã
Ilha de São Miguel

A cultura do milho foi introduzida nos Açores em meados do século XVII, tornando-se no século XIX a principal fonte de grãos comestíveis e de forragem em todo o arquipélago.

Atualmente continua a assumir um lugar de destaque, uma vez que a sua cultura é a que mais explorações agrícolas envolve, estando diretamente ligada às explorações leiteiras. Encontra-se perfeitamente adaptada às condições climáticas do arquipélago, desenvolvendo o seu ciclo ao longo da Primavera e Verão.

A desfolha, ou seja a separação da espiga das folhas acontece no final do setembro e/ou inicio de outubro. As tradicionais desfolhadas eram atividades agrícolas bem patentes nas ilhas reunindo à sua volta novos e velhos, amigos e vizinhos, num alegre convívio.

Da debulha do milho aproveitava-se tudo: a espiga, as folhas e até as barbas. O aproveitamento das folhas secas e das barbas deu origem às típicas bonecas de folhelho, de antigo entretenimento infantil e emblemáticas do artesanato regional.

NOTA: Este workshop é realizado em parceria com a Direção Regional do Emprego e Qualificação Profissional e conta com a participação apenas de alunos inscritos na Direção Regional do Emprego e Qualificação Profissional.

 
Workshop de Cerâmica
com Maria Pedro Olaio
24 a 29 de Outubro
Laboral (36h) e Pós-Laboral (15h)
Local: a definir
Ilha de Santa Maria
 
O barro é uma matéria pobre, modesta que a Terra oferece e moldá-lo tradicionalmente ou criar e conceber novas formas é um eterno desafio.
Terra, Ar, Fogo e Água são os elementos naturais indispensáveis ao trabalho em olaria e cerâmica. A Terra dá o barro gratuitamente, que depois é trabalhado com ajuda da água, é seco ao ar e posteriormente cozido no calor de um forno. É da perfeita combinação destes quatro elementos, dominados pelo artesão, que nascem peças únicas, tradicionais, populares ou contemporâneas.
 

 

Workshop de Tecelagem
com Jacinta Teixeira
de 25 de outubro a 15 de dezembro
3ª e 5ª Feira – 09H00 às 13H00
Quinta do Priôlo – Ponta Delgada
São Miguel

A palavra tecer vem do latim “texere”, contudo, a tecelagem não é uma atividade datada. Misturou-se no tempo. Desde sempre a mulher aprendeu a entrelaçar fios e fibras na manufatura das mais diversas peças de vestuário e de abrigo. Nos Açores teve início no século XV, aquando do povoamento das ilhas.
Atualmente, e em muitas regiões do país, a indústria caseira da tecelagem corre o perigo de extinção devido sobretudo à concorrência do comércio urbano e consequentemente à falta de artesãos que se dediquem a esta tradição artesanal. É, portanto, necessário proteger este património cultural, dignificar o saber-fazer e reforçar a sua capacidade de resistência.

Workshop de Tecelagem
com Maria do Carmo Soares
de 3 de outubro a 16 de dezembro
Cooperativa 3ª Arte
Ilha Terceira

A palavra tecer vem do latim “texere”, contudo, a tecelagem não é uma atividade datada. Misturou-se no tempo. Desde sempre a mulher aprendeu a entrelaçar fios e fibras na manufatura das mais diversas peças de vestuário e de abrigo. Nos Açores teve início no século XV, aquando do povoamento das ilhas.
 
Atualmente, e em muitas regiões do país, a indústria caseira da tecelagem corre o perigo de extinção devido sobretudo à concorrência do comércio urbano e consequentemente à falta de artesãos que se dediquem a esta tradição artesanal. É, portanto, necessário proteger este património cultural, dignificar o saber-fazer e reforçar a sua capacidade de resistência.
 

 
 
Workshop de Cestaria em Vimes
com Aida Bairos
de 31 de outubro a 6 de novembro
Pós-laboral
Junta de Freguesia do Porto Martins
Ilha Terceira

 
Os açorianos sempre procuraram dar resposta aos desafios do seu quotidiano, demonstrando imaginação e engenho na aplicação e transformação das matérias-primas disponíveis.
 
A arte de trabalhar as fibras vegetais revela um entendimento da terra, do clima, dos ciclos vegetativos, das plantas e suas características. Revela, também, saberes antigos e técnicas transmitidas de geração em geração.

Atualmente, embora enfrentando um período difícil, o trabalho em vimes continua a ser uma referência associada à tradição e cultura do arquipélago. Os Vimes, muito abundantes no passado, têm sido reintroduzidos em algumas paisagens não só com a finalidade ambiental de proteger as margens das ribeiras contra a erosão, mas também com uma finalidade social e económica, no sentido de fornecer matéria-prima para o artesanato local.
 


Workshop de Trabalho em Basalto
com José Francisco Pereira
12 a 23 de setembro
Serviço de Desenvolvimento Agrário - Calheta
Ilha de São Jorge

O basalto é uma rocha magmática escura, resultado do vigor da criação das ilhas vulcânicas dos Açores e, por essa razão, um elemento marcante na paisagem e na arquitetura regional. Sendo uma das rochas mais duras da natureza, quase intransponível, torna-se difícil a tarefa de a esculpir.
 
O escultor/artesão José Pereira, Al-Zéi, é reconhecido nos Açores, por valorizar e transformar recursos naturais como bombas piroclásticas, tufo vulcânico, calhau rolado ou basalto tosco em objetos de expressão artística. 
Formar mais artesãos que se dediquem à valorização desta matéria-prima tão regional, é fundamental para a riqueza do nosso artesanato e para a promoção das ilhas junto de quem nos visita. 
 
Neste contexto, a formação terá início com pequenas caminhadas em pontos da ilha de São Jorge para que os formandos observem e analisarem as rochas basálticas procurando a inspiração para o seu trabalho. Depois, manuseando o material específico e seguindo técnicas próprias, irão desbastar e polir a rocha, definindo saliências e reentrâncias até obterem esculturas personalizadas.

 

 

 

Workshop de Escamas de Peixe
com Ana Quental
de 19 a 30 de setembro
pós-laboral
Biblioteca Municipal de Vila do Porto
Santa Maria

As escamas, além de serem um subproduto da pesca, de fácil obtenção, possuem muita versatilidade e constituem um produto ambientalmente correto e atrativo sobretudo para os turistas que nos visitam.

A Veja é, sem dúvida, a espécie de peixe mais procurada para quem trabalha as escamas de peixe. As suas escamas, por serem grandes, são muito cobiçadas para a criação de objetos decorativos e de bijuteria. Depois de branqueadas, em várias águas, são recortadas com tesoura, ou usadas inteiras para serem aplicadas de diversos modos para a obtenção das mais variadas composições.

A artesã formadora, Ana Quental, irá passar o seu saber-fazer aos interessados, da ilha de Santa Maria, para que se iniciem nesta área tão delicada e açoriana.



 

Workshop de Trabalhos de Costura
com Salomé Vieira
de 17 de outubro a 1 novembro
pós-laboral
Delegação de Ilha - Velas
São Jorge

A costura é uma das artes mais antigas da humanidade e tem mantido uma presença constante e de extrema importância em praticamente todas as sociedades. 
Esta atividade era muito comum nas gerações anteriores, mas caiu em desuso devido à produção industrial em massa e de baixo custo. Contudo, hoje observa-se uma vontade crescente de aprender a reparar peças de vestuário, costurar ou mesmo criar pequenos projetos têxteis decorativos ou utilitários.

Neste contexto, este workshop pretende dotar as participantes das técnicas e conhecimentos básicos de costura para que possam, de uma forma autónoma, tirar medidas, desenhar moldes e costurar à máquina uma saia personalizada ou um vestido.

Será a artesã/formadora Salomé Vieira, reconhecida pela sua habilidade, bom gosto e qualidade dos seus trabalhos a orientar este workshop nas Velas, em São Jorge.
 


Workshop de Trabalho em Junco
Com Eva Peixoto
15 de agosto - apanha do junho
10 de outubro a 12 de dezembro - técnicas
2ª, 4ª e 6ª feira
Escola de Artesanato do Capelo 
Faial
 

A arte de manipular os recursos oferecidos pela natureza e transformá-los em objetos é uma das heranças mais significativas dos povos. Mesmo antes de ter começado a produzir utensílios cerâmicos e a tecer fibras têxteis, o Homem trabalhou as fibras vegetais, tecendo-as e entrelaçando-as.
 
As fibras vegetais, como o junco, a cana de bambu, a espadana, o vime e a folha de dragoeiro, constituíram um dos primeiros recursos naturais ao alcance dos povoadores dos Açores. 
 
O junco tem um ciclo de corte anual e um baixo custo de produção. É uma planta que cresce em terrenos húmidos e alagadiços. É colhido manualmente nos dias quentes de verão, pela base da planta, com auxílio de uma faca, bem juntinho à terra. Aparam-se as pontas e fica à sombra cerca de oito dias. Depois de começar a amarelar é estendido ao sol para secar. Após a correta secagem, e antes de ser usado, é batido e passado nas “rolas” para ficar espalmado e macio. Seguem-se horas de trabalho e minúcia para transformar os finos caules em objetos como esteiras, tapetes, individuais e malas de vários tamanhos e feitios.
 
Hoje, longe dos tempos áureos em que os objetos feitos em fibras estavam presentes na vida quotidiana das populações açorianas, torna-se urgente garantir a preservação e o incentivo ao desenvolvimento desta área artesanal, reintegrando estes objetos nos espaços atuais e relembrando a mais-valia que representam em termos ambientais. 
Eva Peixoto, artesã natural do Faial, aprendeu desde cedo a trabalhar com os materiais que via a família manusear, principalmente a mãe e a avó. Para além de dominar a arte de trabalhar algumas fibras, também se disponibiliza para transmitir as respetivas técnicas e particularidades a todos que pretendem aprender e reavivar as artes e tradições locais.   
 


 

Workshop de Bonecas de Folha de Milho

Com Adelaide Costa
18, 25 e 27 de julho | 3 e 5 de agosto
19h30 - 21h30
Junta de Freguesia das Sete Cidades

A cultura do milho foi introduzida nos Açores em meados do século XVII, tornando-se no século XIX a principal fonte de grãos comestíveis e de forragem em todo o arquipélago.

Atualmente continua a assumir um lugar de destaque, uma vez que a sua cultura é a que mais explorações agrícolas envolve, estando diretamente ligada às explorações leiteiras. Encontra-se perfeitamente adaptada às condições climáticas do arquipélago, desenvolvendo o seu ciclo ao longo da Primavera e Verão.

A desfolha, ou seja a separação da espiga das folhas acontece no final do setembro e/ou inicio de outubro. As tradicionais desfolhadas eram atividades agrícolas bem patentes nas ilhas reunindo à sua volta novos e velhos, amigos e vizinhos, num alegre convívio.

Da debulha do milho aproveitava-se tudo: a espiga, as folhas e até as barbas. O aproveitamento das folhas secas e das barbas deu origem às típicas bonecas de folhelho, de antigo entretenimento infantil e emblemáticas do artesanato regional.

A artesã Adelaide Costa irá explicar e demonstrar o processo de fazer as bonecas de milho, usando a folha seca natural para o corpo e as barbas para os cabelos. A formação pretende passar o saber-fazer tradicional e motivar os participantes a criarem produtos diferentes.

 

Workshop de Tecelagem 

A palavra tecer vem do latim “texere”, contudo, a tecelagem não é uma atividade datada. Misturou-se no tempo. Desde sempre a mulher aprendeu a entrelaçar fios e fibras na manufatura das mais diversas peças de vestuário e de abrigo. Nos Açores teve início no século XV, aquando do povoamento das ilhas.

Atualmente, e em muitas regiões do país, a indústria caseira da tecelagem corre o perigo de extinção devido sobretudo à concorrência do comércio urbano e consequentemente à falta de artesãos que se dediquem a esta tradição artesanal. É, portanto, necessário proteger este património cultural, dignificar o saber-fazer e reforçar a sua capacidade de resistência.

Num abandono que tende a generalizar-se nos Açores, a tecelagem na ilha das Flores depende de uma única artesã, Maria Conceição da Câmara. Aprendeu a tecer em criança e ainda hoje mantem a atividade e a disponibilidade para a ensinar a quem demonstre interesse.

Sob a orientação e coordenação desta artesã, as participantes deste workshop irão aprender a urdir a teia e a montá-la no tear, tecer usando a lançadeira e fazer os acabamentos das peças. Estas são as etapas do processo de aprendizagem inicial que a oficina, ao longo de cerca de 100 horas, propõe realizar, na expectativa de perpetuar esta tradição naquela ilha, onde a fiação e a tecelagem do linho e da lã foram, em outros tempos, atividades de grande expressividade.




 

Workshop de "Desenho de Bordado"

O bordado é uma prática feminina e artesanal que já foi intrínseca ao quotidiano doméstico. Era um património naturalmente recebido e transmitido pelas mulheres da família, que passavam horas a bordar, num trabalho único, minucioso de perfeição e dedicação.

 
O reconhecido valor dos bordados dos Açores e a consequente procura, fizeram crescer alguns núcleos de produção em várias ilhas, como em São Miguel e na Graciosa. Mantendo-se até hoje em funcionamento, empregando processos tradicionais, preservam os bordados como elementos representativos do património cultural.
 
A estampagem, o bordado e a engomagem, são as três fazes da execução da arte de bordar, sendo elementos essenciais a qualidade do linho, a harmonia do desenho, a variedade dos pontos e a perfeição da sua execução.
Quanto aos utensílios, para além da agulha e da tesoura, a bordadeira necessita de um dedal, de um furador e de um bastidor, para facilitar bordar certos pontos no linho.
 


Workshop de Pintura em Seda

A pintura em seda natural é uma arte milenar com origem na Ásia, não tendo qualquer raiz ou tradição açoriana. Contudo, a Base Francesa das Flores, estabelecimento militar instalado na ilha e em funcionamento ao longo de 30 anos, deixou marcas e tendências em muitos aspetos, incluindo também a área dos labores femininos, nomeadamente a pintura em seda natural. Foram os franceses que, aquando da sua permanência na ilha das Flores trouxeram as técnicas e os materiais e divulgaram em grupos mistos, de francesas e florentinas, esta arte cheia de particularidades. Atualmente, a população da ilha, está determinada em perpetuar esta herança, enquanto ainda é possível, através de workshops com a artesã Conceição Gonçalves, afeiçoada a este ofício e empenhada neste objetivo. 


Workshop de "Cartonagem"

A cartonagem é uma técnica simples e criativa de transformar cartão em objetos úteis ou decorativos. O cartão é forrado com uma mistura de tecidos que combina entre si cores, padrões e texturas.
 
Ampliar o universo da utilização prática do cartão, enquanto suporte de trabalho, é o objetivo deste workshop, que ao longo de 6 sessões vai dar a conhecer os passos básicos desta técnica. A Artesã Carina Pimentel preparou vários projetos, de entre os quais se destaca o da caixa de bijuteria em puzzle. 

 

Workshop de "Técnicas de Bordado"

O bordado é uma prática feminina e artesanal que já foi intrínseca ao quotidiano doméstico. Era um património naturalmente recebido e transmitido pelas mulheres da família, que passavam horas a bordar, num trabalho único, minucioso de perfeição e dedicação.
 
O reconhecido valor dos bordados dos Açores e a consequente procura, fizeram crescer alguns núcleos de produção em várias ilhas, como em São Miguel e na Graciosa. Mantendo-se até hoje em funcionamento, empregando processos tradicionais, preservam os bordados como elementos representativos do património cultural.
 
A estampagem, o bordado e a engomagem, são as três fazes da execução da arte de bordar, sendo elementos essenciais a qualidade do linho, a harmonia do desenho, a variedade dos pontos e a perfeição da sua execução.
Quanto aos utensílios, para além da agulha e da tesoura, a bordadeira necessita de um dedal, de um furador e de um bastidor, para facilitar bordar certos pontos no linho.
 
 

Workshop de "Técnicas de Costura"

A costura é uma das artes mais antigas da humanidade e tem mantido uma presença constante e de extrema importância em praticamente todas as sociedades. 
 
Esta atividade era muito comum nas gerações anteriores, mas caiu em desuso devido à produção industrial em massa e de baixo custo. Contudo, hoje observa-se uma vontade crescente de aprender a reparar peças de vestuário, costurar ou mesmo criar pequenos projetos têxteis decorativos ou utilitários.
 
Neste contexto, este workshop pretende dotar as participantes das técnicas e conhecimentos básicos de costura para que possam, de uma forma autónoma, tirar medidas, desenhar moldes e costurar à máquina uma saia personalizada ou um vestido.

Será a artesã/formadora Salomé Vieira, reconhecida pela sua habilidade, bom gosto e qualidade dos seus trabalhos a orientar este workshop nas Lajes do Pico.
 

 
 
Workshop de Cerâmica Criativa
 
O barro é uma matéria pobre, modesta que a Terra oferece e moldá-lo tradicionalmente ou criar e conceber novas formas é um eterno desafio.
 
Terra, Ar, Fogo e Água são os elementos naturais indispensáveis ao trabalho em olaria e cerâmica. A Terra dá o barro gratuitamente, que depois é trabalhado com ajuda da água, é seco ao ar e posteriormente cozido no calor de um forno. É da perfeita combinação destes quatro elementos, dominados pelo artesão, que nascem peças únicas, tradicionais, populares ou contemporâneas.

Inês Ribeiro, artista plástica e artesã, com grande experiência em cerâmica irá orientar um grupo de formandos, sobretudo animadores de Ateliês de Tempos Livres, na área da cerâmica criativa, dotando-os de competências específicas nesta área. Ao longo das 84 horas desta formação, serão desenvolvidas várias técnicas de modelagem e de pintura a partir da criatividade de cada um dos participantes.
 

 

Workshop de Bonecas de Folha de Milho

A cultura do milho foi introduzida nos Açores em meados do século XVII, tornando-se no século XIX a principal fonte de grãos comestíveis e de forragem em todo o arquipélago.

Atualmente continua a assumir um lugar de destaque, uma vez que a sua cultura é a que mais explorações agrícolas envolve, estando diretamente ligada às explorações leiteiras. Encontra-se perfeitamente adaptada às condições climáticas do arquipélago, desenvolvendo o seu ciclo ao longo da Primavera e Verão.

A desfolha, ou seja a separação da espiga das folhas acontece no final do setembro e/ou inicio de outubro. As tradicionais desfolhadas eram atividades agrícolas bem patentes nas ilhas reunindo à sua volta novos e velhos, amigos e vizinhos, num alegre convívio.

Da debulha do milho aproveitava-se tudo: a espiga, as folhas e até as barbas. O aproveitamento das folhas secas e das barbas deu origem às típicas bonecas de folhelho, de antigo entretenimento infantil e emblemáticas do artesanato regional.

A artesã irá explicar e demonstrar o processo de fazer as bonecas de milho, usando a folha seca natural e tingida para o corpo e as barbas para os cabelos. A formação pretende passar o saber-fazer tradicional e motivar os participantes a criarem produtos diferentes.

 

Workshop de Rendas Típicas - Nível II

As rendas do Pico e do Faial continuam a ser o mais expressivo cartão de visitas destas ilhas, mas o futuro que se lhes adivinha parece pouco promissor. É imprescindível uma efetiva tomada de consciência da importância desta herança cultural, havendo uma necessidade premente das camadas mais jovens aprenderem e darem continuidade a este ofício.

A dedicada artesã faialense Ana Baptista, de ponto certo e firme, conhecida entre todos pelos seus trabalhos de excelência, irá dar continuidade ao ensino da renda às formandas que positivamente iniciaram o domínio da agulha e da linha, na formação anterior.

Workshop de Patchwork - Nível II

No Crazy Patchwork ou Trabalho Louco, os tecidos são unidos aleatoriamente, orientados apenas pela criatividade pessoal, utilizando para ornamentação uma grande variedade de bordados, sobretudo entre as costuras.

Como afirma a nossa artesã, esta arte exige uma grande dedicação e disponibilidade, já que são necessárias muitas horas para a execução de cada peça. Contudo, é um trabalho que seduz pela possibilidade de criar peças únicas feitas à mão utilizando apenas a imaginação.

A arte do Patchwork continua em grande expansão, tanto na moda como na decoração de interiores um pouco por todo o mundo. Também nos Açores continua a ter o seu lugar, através das técnicas que vão passando de geração em geração.

A artesã Ana Nascimento, dedicada e apaixonada há vários anos por esta arte, irá dar continuidade à formação anterior, onde foram ensinadas algumas das técnicas básicas desta área. Agora, as formandas irão adquirir mais autonomia e novas competências através da confeção de um projeto simples, como uma sacola tradicional ou um abafador de bule de chá.

Workshop de Escamas de Peixe

As escamas, além de serem um subproduto da pesca, de fácil obtenção, possuem muita versatilidade e constituem um produto ambientalmente correto e atrativo sobretudo para os turistas que nos visitam.

A Veja é, sem dúvida, a espécie de peixe mais procurada para quem trabalha as escamas de peixe. As suas escamas, por serem grandes, são muito cobiçadas para a criação de objetos decorativos e de bijuteria. Depois de branqueadas, em várias águas, são recortadas com tesoura, ou usadas inteiras para serem aplicadas de diversos modos para a obtenção das mais variadas composições.

A artesã formadora, Fátima Freitas, conhecida sobretudo pelos seus trabalhos em escama branca e canutilho prateado, irá passar o seu saber-fazer a um grupo de mulheres e filhas de pescadores da ilha da Graciosa para que se iniciem nesta área tão delicada e açoriana.

 

2015:

Formação de Alfenim

Numa época de cultura massificada e globalizada, as singularidades locais, traduzidas pelas artes tradicionais, têm um papel de diferenciação cultural cada vez mais relevante, que importa não só manter mas acentuar.

O Alfenim é um doce feito com açúcar, água e vinagre, de antiga receita oriental e com uma longa história. Chegou à Península Ibérica pelas mãos dos árabes que lhe chamavam “al-fenid” que significa aquilo que é branco, alvo. Os espanhóis levaram-no até ao México e os portugueses até ao Brasil.

Em Portugal, fazia-se no continente, aparecendo em festas e romarias populares, como oferta a casas reais e como objeto de honra na procissão do Espírito Santo, quando era transportado em salvas de prata pelos membros da nobreza, numa tradição que teve continuidade apenas nos Açores.Nesta tradição associada às festas do Divino Espírito Santo, que simbolizam a cultura religiosa do povo açoriano, as peças modeladas em açúcar de animais, flores, corações e figuras antropomórficas, são oferecidas como promessas religiosas. Este doce integra, portanto, um misto de arte e devoção.

Na feitura do Alfenim é essencial a destreza manual da doceira que, puxando e repuxando o açúcar em ponto, consegue dar-lhe o aspeto de uma meada e transformá-lo numa massa branca, opaca e elástica. Depois, para dar a forma delicada à massa é imprescindível a minúcia e o sentido estético característico das artesãs que se dedicam a esta área, como é o caso de Fátima Silva da ilha da Graciosa.

Formação de Trabalho Louco

patchwork é considerado património cultural dos Estados Unidos, tendo-se lá desenvolvido fortemente e difundido como técnica artesanal, eminentemente feminina e de tradição familiar. Foi levado para a América do Norte pelas mãos dos peregrinos e colonizadores inglesesa partir do século XVII.

Patchworksignifica o trabalho feito a partir de retalhos de tecidos, unidos por meio de técnicas diversas, criando-se vários tipos de desenhos ou padrões. Tem origem rural e popular, associada a uma atitude de economia e de sobrevivência, onde as peças assumiam uma multiplicidade estética e uma função particularmente utilitária.

A junção da palavralouca ou crazy – ao trabalho ou Patchwork, descreve um lavor com um padrão aleatório e assimétrico, onde são empregues os mais variados tipos de bordados e aplicações.

Conjugar cores e padrões, cortar tecidos, coser à mão e bordar para compor um pequeno painel são segredos que a dedicada e experiente artesã, Ana Cristina Nascimento, se propôs a desvendar a formandas curiosas, mas sem experiência nesta área artesanal.

Formação de Renda de Bilros

 

Formação de Rendas Típicas

As rendas fazem parte de um património cultural, múltiplo de técnicas, produções, modas e imagens, mas o futuro que se lhes adivinha parece pouco promissor. É imprescindível uma efetiva tomada de consciência da importância desta herança cultural, havendo uma necessidade premente das camadas mais jovens aprenderem e darem continuidade a este ofício, tão arraigado na ilha do Pico e do Faial.

As rendas típicas destas ilhas do grupo central, delicadas e perfeitas, também designadas por croché de arte, constituem o resultado da manipulação de um fio de algodão, para elaboração de um tecido, apenas com uma agulha ou farpa. Farpas finas de cabo muitas vezes de osso de cachalote feito por hábeis artesãos locais.

A artesã faialense Ana Batista, de ponto certo e firme, conhecida entre todos pelos seus trabalhos de excelência, irá ensinar a fazer os pontos básicos para quem se iniciar nas rendas, e gregas para quem já domina e quer aperfeiçoar a arte.

 

Formação de Flores Tradicionais

Desafiando a própria perfeição da natureza, as artesãs açorianas superam-se na recriação das mais diversificadas formas de flores que em profusão recobrem as ilhas, numa tendência, quase ingénua, de perpetuar a sua beleza.

A arte de fazer flores artificiais nos Açores remonta aos conventos, sendo atribuída a estes a introdução e ensino das técnicas. Fazem-se flores com papel, escama de peixe, conchas, folha de milho, tecidos, entre outros materiais. Com as flores artesanais adornam-se os tradicionais e meticulosos Registos do Sr. Santo Cristo dos Milagres e os Presépios de Lapinha, enfeitam-se os lares, altares e andores. Atualmente também são utilizadas noutros trabalhos mais contemporâneos e inovadores como é o caso da bijuteria.

Nesta formação duas artesãs irão ensinar técnicas tradicionais de fazer flores em papel e em folha de milho, para que esta arte continue presente e não se perca no tempo.

 

 

Formação em Miolo de Hortência

A manufatura de composições florais, de objetos de adorno feminino e demais objetos decorativos, a partir de miolo de hortênsia, são trabalho artesanal delicado que começa pela recolha dos caules das hortênsias. Os caules secam ao ar livre por algumas semanas para depois serem prensados de forma a ser extraída a medula. Esta matéria é cortada com navalha em finas lâminas e com o auxílio de pequenas ferramentas como pinças e tesouras vão-se compondo os arranjos.

Estas delicadas peças tão tradicionais, engenhosamente criadas pelos nossos artesãos, são na verdade um conjunto de autênticas obras de arte.

Agora com o intuito de aperfeiçoar a técnica, dotando os participantes de competências que lhes permitam, de forma autónoma, dar continuidade a esta tradição, o CRAA promove novamente uma formação com Maria da Assunção Azevedo, artesã de nome neste ofício.

Formação em Escamas de Peixe

A arte tipicamente açoriana de trabalhar as escamas de peixe reflete a estreita ligação com o mar que, gratuitamente fornece esta matéria–prima. Começou por ser uma arte conventual mas rapidamente se estendeu a muitos artesãos que foram apurando as técnicas ao longo do tempo e criando diferentes produtos.

A Veja, o Sargo e a Tainha são peixes abundantes no mar dos Açores, sendo por isso aproveitadas as suas escamas para se fazerem elementos florais, preservando-se, desta forma, a ligação entre o trabalho artesanal e o meio ambiente onde este se desenvolve.

Para se executar as peças, as escamas de peixe têm de ser lavadas, ficando em água e sabão, durante cerca de um mês, mudando-se a água quase todos os dias. Depois deverão secar ao ar livre, mas nunca diretamente ao sol. Só assim ficarão brancas e brilhantes para serem trabalhadas. Poderão tingir-se as escamas recorrendo a vários produtos, mas as mais valorizadas são as tingidas com substâncias naturais extraídas de plantas da região fomentando, desta forma, todo um trabalho sustentável e amigo do ambiente.

A artesã formadora irá dar continuidade à formação de escamas nível I, lecionada anteriormente, para que as formandas possam melhorar e evoluir nesta área artesanal que envolve minúcia, concentração e habilidade.

Técnicas Básicas de Costura - Nível II

A costura é  basicamente a união de duas ou mais partes de uma matéria – prima, manualmente ou à máquina, utilizando agulha e linha ou fio. É uma atividade que remonta à 30 000 anos aC e é praticamente universal entre os povos. A pele de animais, a lã, a seda e as fibras vegetais (linho, algodão) foram acompanhando a evolução do Homem na forma de cobrir o corpo pelo que a costura se tornou, desde logo, uma atividade de grande importância.

A máquina de costura, que nasceu do espírito inventivo da sua época permite, hoje, realizar em casa um sem número de trabalhos: fazer arranjos, costurar peças de roupa, criar peças de decoração e de artesanato, entre outras.

A artesã, dará continuidade à formação anterior de nível I, ensinando, agora, as formandas a conquistar autonomia, a tirar medidas, desenhar moldes e a costurar à máquina uma saia personalizada para que possam dizer no final, com orgulho: “fui eu que fiz”.

 

Costura Criativa

A costura era uma habilidade manual feminina e uma atividade considerada como “prenda doméstica” até à metade do século XX. A sociedade considerava que deveria constar dos conhecimentos básicos de uma adolescente “saber costurar”. Os tempos foram mudando e por causa da produção industrial estandardizada  saber costurar deixou de ser uma necessidade feminina.

Contudo, assiste-se a uma nova dimensão de consumo, priviligiando-se o que é original, diferente, personalizado. Valoriza-se a habilidade do artesão e a criatividade que imprime em cada peça. Ideias diferentes e criativas podem transformar um simples retalho num objeto utilitário, num adereço de moda, ou em uma qualquer outra peça. Esta formação  pretende dotar os participantes de conhecimentos básicos sobre costura criativa, através da realização de simples projetos.

 

Cestaria em Vime

Os açorianos sempre procuraram dar resposta aos desafios do seu quotidiano, demonstrando imaginação e engenho na aplicação e transformação das matérias-primas disponíveis.

A arte de trabalhar as fibras vegetais revela um entendimento da terra, do clima, dos ciclos vegetativos, das plantas e suas características. Revela, também, saberes antigos e técnicas transmitidas de geração em geração.

Atualmente, embora enfrentando um período difícil, o trabalho em vimes continua a ser uma referência associada à tradição e cultura do arquipélago. Os Vimes, muito abundantes no passado, têm sido reintroduzidos em algumas paisagens não só com a finalidade ambiental de proteger as margens das ribeiras contra a erosão, mas também com uma finalidade social e económica, no sentido de fornecer matéria-prima para o artesanato local.

 

 

 

 

2014:

Trabalho em Basalto – Faial

O basalto, rocha magmática de origem vulcânica, mais comum em cor cinza-escuro, é emblemático e eterno nas regiões vulcânicas.

Esculpir no basalto saliências e reentrâncias que definem figuras é uma tarefa árdua e paciente perante a resistência da pedra, que é uma das mais duras da natureza.

O escultor/artesão José Pereira, Al-Zéi, é reconhecido nos Açores, por valorizar e transformar recursos naturais como bombas piroclásticas, tufo vulcânico, calhau rolado ou basalto tosco em objetos de expressão artística.

Formar mais artesãos que se dediquem à valorização desta matéria-prima tão regional, é fundamental para a riqueza do nosso artesanato.

Neste contexto, a formação terá início com pequenas caminhadas em três pontos da ilha do Faial, para que os formandos observem e analisem as rochas basálticas procurando a inspiração para o seu trabalho. Depois, manuseando o material específico e seguindo as técnicas próprias, irão desbastar e polir a rocha até obterem as esculturas que posteriormente poderão ser apreciadas em exposição.

 

 

Vimes – São Miguel

Atualmente, embora enfrentando um período difícil, o trabalho em vimes continua a ser uma referência associada à tradição e cultura do arquipélago. Os Vimes, muito abundantes no passado, têm sido reintroduzidos em algumas paisagens não só com a finalidade ambiental de proteger as margens das ribeiras contra a erosão, mas também com uma finalidade social e económica, no sentido de fornecer matéria-prima para o artesanato local.

Apenas os mestres do ofício conhecem bem os meandros da obra de vimes e os seus segredos, ou seja, as exigências necessárias para que a obra fique perfeita.

O mestre-artesão João Andrade, herdeiro de um legado cultural que lhe foi passado pelos cesteiros que observava durante a sua infância e adolescência, mantém vivas as técnicas e os artefactos ao transmitir o seu saber-fazer às novas gerações. Ele mostra como se trata o vime em água, explica como se descasca, como se racha, como se faz a liaça e demonstra como fazer o fundo, a base fundamental e imprescindível para depois ensinar a tecer o vime.

Em particular nesta formação, o mestre-artesão irá orientar um grupo com dificuldades de inserção social e profissional, no âmbito do programa Recuperar, cooperando deste modo para alavancar outra forma de trabalho geradora de receita.

 

Técnicas de Fusing - Pico

A arte de fabricar o vidro é muito antiga e acredita-se que terá surgido pelo menos há 4000 anos, antes da Era Cristã, não se sabendo ao certo a origem da sua invenção. Foi evoluindo ao longo do tempo e chegou aos nossos dias fazendo parte do nosso quotidiano nas mais diversas aplicações e funcionalidades.

 O fusing é uma técnica de arte em vidro, a quente, que tem por base a fusão de diversos pedaços de vidro para dar forma a uma nova peça.

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